Memorial de Araras

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Nelson Martins de Almeida

Nasce em Araras, na Fazenda Campo Alto aos 19 de março de 1918.

Sua longevidade - 94 anos - permitiu-lhe vasta obra histórica entre as quais destacam-se:

- Álbum de Araras

- Álbum de Araraquara

- Álbum de Rio Claro

Com o Documentário Histórico editado em 1948 sagra-se o

"HISTORIADOR DE ARARAS"

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NELSON ESCREVE SOBRE SUA PRODUÇÃO HISTÓRICA / EDITORIAL

A razão de nossos escritos sobre a História de Araras, município, em que tivemos a ventura de nascer, está em que nos achamos empenhados, há vários anos, na compilação e pesquisa dos fatos esparsos que a compõe e, que vem sendo publicados periodicamente, através da imprensa. [Neste ínterim, resgatado por meio deste trabalho in blog “Memorial de Araras – nota Inajá Martins de Almeida - filha]

Seguindo a um conselho do saudoso prefeito Francisco Graziano, em cuja gestão tivemos a oportunidade e a honra de escrever e lançar o ÁLBUM DE ARARAS, ed. 1949. (Nelson Martins de Almeida e Mamede de Souza)

Após intensas pesquisas na Biblioteca Municipal de Araras, e outras fontes a que tivemos acesso, passamos a pesquisar junto aos próprios livros de atas da Câmara Municipal, onde fomos “fuçar” em velhos papeis e amareladas páginas manuscritas, tudo o que os nossos antigos fizeram em prol desta comunidade que hoje se orgulha de sua modelar e organizada urbe.

O livro de atas mais antigo que então encontramos havia sido o de 1892, e demos inicio à nossa perquirição histórica, transportando-nos para aqueles idos do pioneirismo heróico de nossos ancestrais, empolgando-nos com a magnitude de seus gestos de trabalho abnegado e desprovido de qualquer compensação material, mas sempre visando o bem da coletividade do burgo incipiente, e do seu desenvolvimento gradativo.

Ora, o gesto magnânimo de seus fundadores – Bento de Lacerda Guimarães e José de Lacerda Guimarães – doando as terras para o Patrimônio; depois a comissão camarista trabalhando ativamente para a construção de um templo majestoso a ser erguido na imensa praça descampada; os médicos abnegados a combater as epidemias, as febres de mau caráter e fundando a sua santa casa de misericórdia; os heróicos pioneiros da imprensa a enfrentar, no seu idealismo puro, as intempéries de omissão, do descaso e da ignorância, os fundadores de fazendas, plantadores de cana-de-açúcar, da mandioca e do café, que vieram a enriquecer a Nação; os rasgadores de sertões implantando trilhos de aço das estradas de ferro que fomentaram o progresso e trouxerem aos campos a civilização contemporânea.

Havíamos, pois, partido em nossas pesquisas, do livro de 1892; mas, refletindo sobre que o município se instalava a 07 de Janeiro de 1873, ou seja, dezenove anos antes, voltamos a uma procura mais intensa nos velhos arquivos, até que, finalmente, encontramos os almejados livros anteriores, inclusive o primeiro livro de atas, iniciado em 1873.

Somos de parecer que estes livros são históricos, e deveriam estar aos cuidados da Biblioteca Municipal, pois que transcendem ao interesse dos próprios vereadores e da Câmara, para se situarem como uma relíquia pode ser preservada pela própria Biblioteca.

Durante anos, nas horas ociosas, fizemos as nossas pesquisas, uma luta contra o tempo, já que precisávamos viver e, não poderíamos nos fixar apenas neste trabalho, para o qual ninguém nos remunera. E, quanto mais nos aprofundávamos em nosso mister, apesar das restrições caseiras pelo nosso diletantismo, o nosso “hobby” de nenhuma compensação material, mas sumamente espiritual, no silêncio de nossa sala de trabalho, frente a máquina de escrever, íamos nos empolgando cada vez mais com a riqueza dos acontecimentos esparsos, esquecidos entre os arquivos nunca lembrados.

E foi assim que descobrimos fatos interessantes que a maioria dos conterrâneos ararenses desconhece. Enriquecemos sobremaneira com novos fatos aqueles que poucos conhecem. Isto nos possibilitará dar nova dimensão a História de Araras, de que se servirão os ararenses de hoje, e, os vindouros, interessados em melhor conhecer a formação desta cidade.

Estes conhecimentos, que passamos a ter através das documentações pesquisadas, aliados aos que já trazíamos de nossos trabalhos anteriores que, desde 1948, vimos fazendo para esta cidade, nos possibilitaram apresentar a Prefeitura Municipal, quando assessor de imprensa, um trabalho pessoal de que nos orgulhamos: o levantamento da nomenclatura das ruas de Araras.

Desse trabalho, chegamos a conclusão de que mais de 100 vias públicas estavam sem nomes, identificadas apenas por números ou letras, como eram os casos dos bairros Jardim Candida, Jardim Fátima e outros.

Apresentamos um trabalho com mais de 100 nomes de vultos ararenses, esquecidos no tempo, mas legendários na História, pelo que fizeram em prol de sua comunidade, a sua época.

Vultos como: Olympio Portugal, o primeiro cientista a aplicar o soro antiofídico no Brasil; Clementino Canabrava, autor de várias proposições; Ascânio Villasboas, que tanto trabalhou para a implantação da iluminação pública de Araras, ao tempo dos românticos lampiões a querosene. Neste trabalho, os nomes foram apresentados, seguindo-se ligeiros traços de sua atuação que os justificavam.

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domingo, 3 de dezembro de 2017

SOBRE O ÁLBUM DE ARARAS


Prazeroso trabalho que o tempo me propicia, decorridos anos entre o árduo trabalho do Historiador Nelson Martins de Almeida, meu pai.

Este resgate, uma parte do Jornal Tribuna do Povo, datado de 6 de junho de 1948, dá a dimensão do amarelecido do tempo. Seu editor - Elíseo Zurita Fernandes - em sua página inicial, demonstra a ansiedade que o povo ararense sente pela 

"falta de documentação histórica e geográfica... de todo o seu passado histórico, desde os seus primórdios até os nossos dias" (1948).

É assim que o texto jornalístico se apresenta. A nós embarga alma e coração ao fazer este registro neste espaço virtual.




Papéis amarelecidos, não me contive em registrar sua cor; só não há como a textura e o cheiro ser resgata do em virtual: cada qual ao ler o há de sentir.







É da Revista de Araras 
do jornalista e historiador ararense Nelson Martins de Almeida 
- Ano II - nº 4  - maio de 1967 -  que, em seu editorial que o Historiador esclarece sobre seu interesse em deixar escrita uma obra de grande vulto que é o Álbum de Araras - edição 1948, 
em parceria com o também jornalista Mamede de Souza.


Aqui encontramos registro da continuidade da "História de Araras", esta pelo Dr. Oscar Ulson, agora o Álbum de Araras pode registrar em suas páginas a participação ativa e colaborativa do homem das leis, das letras e da história, decorridos os anos em trabalho fecundo para a cidade.   


Grande colaborador do Álbum de Araras" - dr. Oscar Ulson fora amigo incondicional do redator desse trabalho magistral, o qual figura, ainda em dias atuais como a obra imperativa e única em sua proposta frente ao documentário histórico geográfico jamais editado em cidade ararense.
Aqui é registrada breve biografia a qual pode ser encontrada nas páginas do Álbum edição 1948 em poder da Biblioteca Pública Dr. Martinico Prado em Araras/SP.    


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Apontamentos de Inajá Martins de Almeida para este blog; trabalho em fotos de Elvio A.Antunes

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

FAZENDAS EM ARARAS

Apontamentos sobre as Fazendas em Araras faz parte do material que Nelson Martins de Almeida vinha preparando para a figurar como as Memórias de Araras em História. 
Aos poucos o blog será complementado com mais informações










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domingo, 26 de novembro de 2017

RUAS DA CIDADE DE ARARAS

Este material aqui registrado faz parte das exposições sobre a História de Araras que, em momentos o Historiador Nelson Martins de Almeida teve oportunidade de presentear a cidade de Araras com seu trabalho de pesquisa.
A data 1982  traz fotos ilustrativas, imagens e texto em jornal local.






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F.E.B. - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA / ARARAS

Os painéis, aqui apresentados, fizeram parte da Exposição Histórica do Município de Araras  
Casa da Cultura 
Historiador Nelson Martins de Almeida

Com mais de 100 painéis, a História da Araras fora retratada em fotos e imagens, com descrições, ora em caligrafia à mão, ricamente ornamentada, ora em textos datilografados.

Trabalho artesanal que se pode notar nos detalhes, nas letras uma a uma coladas em papel cartolina; momento em que o Historiador dedicava horas e horas de trabalho incansável.

Aqui a abertura em que os dados são apresentados logo na entrada do salão. Os outros painéis, registram os pracinhas ararenses que bravamente lutaram na Itália durante a II Grande Guerra Mundial.

Os textos e fotos são registrados no Álbum de Araras, edição 1948, obra magistral que figura como ímpar e singular para o município de Araras, em que o autor Nelson Martins de Almeida, dedicou sua garra de Jornalista e Historiador Municipalista.



O  "Álbum de Araras" aborda em fotos e matéria histórica/jornalística esse momento tão crucial para o mundo, o que fora a II Grande Guerra Mundial


Em fins de 1944 chegou à Itália o primeiro escalão, de um total de cinco que somaram 25 mil expedicionários brasileiros, que tinham como missão romper a “Linha Gotica” que se constituía na ultima defesa nazista na Itália antes de se entrar em território alemão! Para aqueles que julgaram ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil ir à guerra, não tardou para que os Brasileiros entrassem em ação obtendo seu batismo de fogo libertando as cidades de Massarosa, Camaiore e Monte Prano, tendo a seguir combatido nos Apeninos e sofrido com os rigores do inverno.
Apesar da inexperiência e dificuldades, cumpriram com cada missão que lhes foram atribuídas como unidade integrante ao IV Corpo do V Exército norte-americano, atuando através da Linha Gótica e Apeninos. Fonte:  http://www.portalfeb.com.br/a-cobra-vai-fumar/




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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

REVISTA DE ARARAS - N.M.A.





REVISTA DE ARARAS - Ano I- Maio / Junho 1966 - nº 1


REVISTA DE ARARAS - Ano I - Julho / Agosto 1966 - nº 2
































REVISTA DE ARARAS - Ano II - Abril 1967 - nº 3

REVISTA DE ARARAS - Ano II - Maio 1967 - nº 4

REVISTA DE ARARAS - Ano II - Junho 1967- nº 5






















REVISTA DE ARARAS - Ano II - Julho 1967 - nº 6



REVISTA DE ARARAS - Ano II - Novembro 1967 - nº 7


















REVISTA DE ARARAS - Ano III - Dez/67 - Jan/68 - nº 8

REVISTA DE ARARAS - Ano III - Fev 1968 - nº 9

REVISTA DE ARARAS - Ano III - Março-Abril 1968- nº 10




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Dentre tantos assuntos interessantes que aborda a Revista de Araras,  chamou-nos colocar neste espaço dois artigos um da escritora Raquel de Queiróz - Velhas Revistas - em que registra momentos de época na década de 20 e outra do autor, jornalista e historiador Nelson Martins de Almeida - Jornalismo, as quais são transcritas em sua íntegra. As gerações necessitam adentrar o tempo passado, ainda que por meio deste veículo, uma vez que as Revistas em número de 11 fascículos não foram reeditadas e o tempo pode ter sido cruel também a estas, como o foram aquelas de Raquel de Queiróz.

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JORNALISMO
Nelson Martins de Almeida

Uma das profissões mais apaixonantes é o jornalismo. E, no então, não é a que maiores rendimentos proporcional àquele que se dedica ao mistér de escrever para informar o público, defender os direitos do povo ferido  pela ambição dos plutocratas, ou desmandos políticos. Não, raro o jornalista percebe rumos que se lhe antepõem para um caminho de melhores proventos financeiros, mas em atuações que em nada condizem com seu espírito sempre ligado às coisas que dizem respeito a seus semelhantes, à causa pública, enfim.

O jornalista é receptáculo por onde se filtram os anseios do público, por onde se canalizam todos os fatos cotidianamente decorridos, anteparo das reivindicações humanas. É o porta-voz dos direitos adquiridos pelas massas. Toma o jornalista, conhecimento das causas, sente-as em seu íntimo, emociona-se em sua alma sensitiva, vibrando de entusiasmo ou de revolta, conforme o conteúdo que elas encerrem: a justiça, ou o seu reverso. Se, uma medida favorável ao bem público, partida daqueles que tem em mãos o direito de administrá-lo, o jornalista,  recebendo como que uma força magnética emanada do próprio público beneficiado, as manifestações de alegria que o ato lhe causa, transmite da pena para o papel, o seu efusivo cumprimento de crítica elogiosa à medida benéfica que a tantos venha a favorecer. 

Se, pelo contrário, sentir injustiça, ou erro, que um ato possa provocar, ele se revolta, seu íntimo vibra na corda sensitiva de seu temperamento, porque sua vida está intimamente ligada aos sentimentos nobres de seus semelhantes e, por consequência, toda a ação em detrimento da coletividade é uma lei que redunda em desfavor do jornalista consciente de seu dever.

O jornalista, por isso, detém em suas mãos a profissão mais apaixonante... "Le plus passionant metier du monde", como diz o jornalista francês, sr. Claude Morgan. Se por um lado essa éa definição do jornalismo, por outro, é ela classificada pelo jornalista Francisco Patti, - "a mais perigosa".

Não há dúvida! O jornalista traz consigo a mais perigosa profissão do mundo. Sim, porque ela não pode ser covarde. Tem que enfrentar, muitas vezes, situações arriscadas e desconcertantes. Sua pena tem que ser rígida, inflexível dura como o aço, quando se defronta com medidas escusas partidas de mandatários poderosos, como os governos, que podem dispor de meios violentos para a vingança às críticas recebidas.

Nenhuma ameaça, porém, intimida o jornalista, quando este é consciente de seus deveres. Ele enfrenta a injustiça dos homens que abusam do poder, submete-se, se preciso, ao sacrifício que se lhe imponha. Denuncia a podridão dos atos sórdidos de políticos menos escrupulosos, ataca a administração governamental quando esta não se presta às esperanças do público, ao direito do povo, ao progresso da pátria. 

Por isso tudo, o jornalismo é a mais apaixonantes profissão do mundo. Por isso tudo, a mais perigosa!...

(Nelson Martins de Almeida - Jornal de Araras nº 61 - 23.10.1952 e 
Revista de Araras - Ano III - Março-Abril 1968- nº 10)


    
VELHAS REVISTAS
Raquel de Queiróz


Mexendo nas estantes da fazendo descobri um tesouro de defuntas revistas (revistas nasce, vive e morre como se fosse de carne igual a nós). "Fon-fon", "Careta", "Seleta", "Revista da Semana", "Jornal das Moças", datando de 1920, 22 até 24. Tudo desaparecido. Certo número da  Fon-fon, novembro 1922, apresenta em primeira página uma foto histórica: a nova administração do país. O sr. Artur Bernardes com o eu ministério, nas escadarias daquele mesmo Palácio das Águias em que se dizia em que Seu Mé não poria o pé. E o pôs, e quanto! Seguem-se páginas e páginas com mais fotos das solenidades da posse - na Câmara, na rua, em salões não identificados.

O que primeiro impressiona a gente é a elegância dos homens públicos. Tudo de casaca, e casaca evidentemente, deles mesmos, bem sentada, bem talhada, e não alugada no Rôlas.  Botinas de abotoar, cano de casimira. Cartolas lindas, impecáveis. Luvas! De pelica branca, carregadas na mão como noivas. Outro detalhe é que todo pessoal - empossados e desempossados - como era tudo velho. Nesse tempo parece que não era bem homem público galgas as grandes posições antes da idade provecta.

O ano era o do Centenário e nas abundantes ilustrações (as revistas são ilustradíssimas e muito bem impressas em papel cetim) apresentam muitos aspectos das festas no recinto da Exposição. O Presidente Epitácio brilhando em várias cerimônias, sempre de fraque e cartola. E que lindos bigodes tinha ele e vários outros senhores de 1922! Nas fotos de rua, todo o mundo de chapéu, senhoras e cavalheiros. Os homens quando não eram autoridades, davam preferência à palheta. As damas se cobriam com coisas que pareciam empadas, toucas de bebê, tampas, embabadas, enlaçarotadas, floridas. Foi muito bom ter-se acabado a moda de chapéu feminino - os de 1922 eram horríveis. Aliás a moda do período não favorecia muito a mulher. Busto não se via - que é que elas faziam dos bustos?  A cintura descia fôfa até os quadris, o palmo de perna vinha em meia branca ou preta, os sapatos eram espessos - os penteados de fofinhos em cima das orelhas - tinha tudo um ar jeca e mal amanhado.

Era um tempo feliz para as mulheres gordas. As magras parece que ainda eram oprimidas, e se envergonhavam das suas angulosidades, escondendo-as em bufantes e babados. Mas as gordas se espanejavam, os colos em decotes amplos os braços roliços de fora. 

Na "Revista da Semana" há uma seção "A beleza carioca" que hoje em dia é das mais indiscretas. Muita mademoiselle que ali aparece fazendo pose ainda hoje funciona recauchutada, tirando onde de jovem senhora. É incrível como entre todo esse material perecível ainda é a carne humana a mais resistente. 

(REVISTA DE ARARAS - Ano III - Março-Abril 1968- nº 10)




REVISTA DE ARARAS - Ano III - Junho 1968 - nº 11


































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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

BIBLIOTECA MUNICIPAL "MARTINICO PRADO"

Painel ilustrativo da Exposição "História de Araras" - coleção Nelson Martins de Almeida











Lançamento da pedra fundamental do edifício da Biblioteca Municipal de Araras na Praça Dr. Narciso Gomes em 1952, na gestão administrativa do Prefeito Dr. Hermínio Ometto, que no ato lê o seu discurso de agradecimento aos doadores. 









Sob o guarda-sol está a Condessa Marina Crespi e seu ilustre filho, o Dr. Fábio da Silva Prado, ao seu lado os vereadores Francisco Cascelli e Jorge Assumpção.


A Biblioteca Municipal "Martinico Prado" é uma doação de Renata Crespi da Silva Prado e Fábio da Silva Prado à cidade de Araras.



Representa este ato, uma síntese da sabedoria em empregar os bens materiais. É gastar haveres com juros permanentes e capitalizados ao infinito, pois que o dinheiro consumido numa biblioteca é sábio também ele, uma vez que estimula novos propósitos e novos caminhos da vida, novas investigações nos livros, atirando para a frente as pessoas menos favorecidas pela fortuna, porque as bibliotecas são as fontes onde a inteligência popular busca conhecimento. É sábio empregar riqueza em livros e bibliotecas, pois é dinâmica do futuro e poder semeado.

Este ato representa sabedoria em valorizar o que de fato  tem valor; valorizamos o alimento como base de vida; valorizamos a saúde, como a mesma e própria vida; valorizamos ainda os bens materiais. Sabemos, todavia, que em valorizar as coisas do espírito se encontra a verdadeira e mais perfeita ciência. É na arte, no conhecimento, na literatura que encontramos os bens maiores, bens que por sua espiritualidade são os verdadeiros representantes das manifestações mais elevadas de Deus. 

Neste momento, sentimos e verificamos essa sabedoria em valorizar esses bens do espírito e podemos afirmar que o casal Fábio da Silva Prado, soube escolher, nesta doação benemerente, coisa que tem valor eterno.

Esta pedra fundamental da Biblioteca "Martinico Prado" é prova incontestável de refinamento de almas.





Arquiteto Alfredo Matias 
agosto de 1954










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terça-feira, 7 de novembro de 2017

SOLAR BENEDITA NOGUEIRA

O Historiador Nelson Martins de Almeida registra em letras que:

“A função do historiador é trazer à vida, a análise dos fatos já passados, dentro de uma pequena ou grande extensão de tempo.”
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Textos em jornais locais, trazem à público a história desse patrimônio que avançou o tempo e se perpetua na história de Araras e seu povo.

Transcrevemos alguns trechos dos jornais que estão afixados no painel central desta edição virtual, e que faz parte a coleção do historiador.
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"Benedita Alves de Mello Nogueira, criadora do Asilo Santo Antonio Para Órfãos, em Araras, depois Educandário Benedita Nogueira, faleceu em 9 de fevereiro de 1921, aos 51 anos de idade, em sua residência chamada "Vila de São Paulo", à Avenida Marques Lea, em São João Estiril, Portugal.

Ararense que era, foi nascida na Fazenda Bom Jesus, neste município; filha de Antonio Alves Galvão e Maria das Dores Lima Galvão e casada com o médico João Ferreira de Mello Nogueira, vereador em Araras por três legislaturas (1883/1890)...

Painel que representa o momento em que fora apresentada a Exposição "História de Araras" na Casa da Cultura no ano de 1997

em outros apontamentos de jornal pode-se ler:

"Instituiu seu testamento pouco antes de morrer, doando seus bens à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, "para uso exclusivo da fundação e manutenção de um asilo, que será instalado na minha casa em Araras, Estado de São Paulo - Brasil, para nele se abrigarem e receberem proteção 60 crianças do sexo feminino, pobres, órfãs e abandonadas, preenchendo-se perpetuamente as vagas que ocorrerem nesse número de crianças"





Fachada lateral dando para a praça Barão de Araras, fazendo esquina com a Rua Benedita Nogueira
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E escreve o historiador para a imprensa ararense:

"Por ocasião do falecimento de Benedita Alves de Mello Nogueira, em 1921, o Solar que se constituíra em sua antiga residência, doado para nele se instalar o Asilo Santo Antonio para Órfãs, foi avaliado em rs 25:000$000 (vinte e cinco contos de réis)..."

E registra mais: "Caso eu faleça noutro lugar - dizia; e, se a esse tempo eu ainda não tiver jazido na minha terra (Araras), deixo à minha herdeira (a Misericórdia de São Paulo) o encargo de fazê-lo construir no cemitério de Araras, adquirido para esse fim o preciso terreno, ficando a sua construção aos cuidados do digníssimo Provedor da Misericórdia do Estado e dos seus testamenteiros, jazigo esse que deverá conter apenas dois lugares, sendo um para meu falecido marido, o dr. João Ferreira de Mello Nogueira e outro para mim, e a conservação do meu jazigo ficará a cargo e cuidados do Asilo Santo Antonio para Órfãs de Araras".


O prédio majestoso para a sua época, em que, por muitos anos, funcionou o Asilo Santo Antonio para Órfãs, depois Educandário "Benedita Nogueira".

"Esse nome fora mantido até 1948, quando um artigo nosso fez com que a Irmandade de São Paulo mudasse-o para Educandário Benedita Nogueira, afixando uma placa de ferro sobre o primitivo nome em relevo, encimando-a sobre os portões laterias da Praça Barão de Araras e da Rua Benedita Nogueira, antiga Rua Quinze de Novembro.



Fundos do antigo Solar "Benedita Nogueira", por muitos anos também fora ocupado pela Prefeitura Municipal, atualmente Casa da Memória.

O grande quintal transformou-se na moderna praça que o circunda.

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O material aqui registrado pela filha Inajá Martins de Almeida, faz parte da coleção do Historiador "Nelson Martins de Almeida"

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MUSEU HISTÓRICO DE ARARAS


1979 - 8 de julho - O Salão Nobre da Biblioteca Municipal "Dr. Martinico Prado", recebeu, para uma conferência sobre Museologia o professor Vinício Stein Campos, diretor do Serviço de Museus Históricos, que veio verificar a possibilidade da instalação do Museu de Araras, criado pela Lei nº 1.225 de 7 de abril de 1978.



Painel que faz parte das Exposições Históricas de Nelson Martins de Almeida 


A conferência que o professor Vinício Stein Campos realizou em Araras


Professor Vinicio Stein Campos fala ao público presente


Biblioteca Municipal "Dr. Martinico Prado"


Mesa dos trabalhos e platéia




Seleto auditório prestigiou e fora agraciado com a conferência
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1957 - 28 de novembro - O Jornal A Tribuna do Povo, traz em sua edição, matéria que ilustra que Araras já era detentora de um Museu Histórico - este na Biblioteca Municipal DR Martinico Prado, conforme o artigo que se apresenta. 



terça-feira, 17 de outubro de 2017

FRAGMENTOS BIOGRÁFICOS

I)   PUBLICAÇÕES


1) Álbum de Araras 

NELSON MARTINS DE ALMEIDA, Diretor-Redator do Álbum de Araras, nasceu em Araras, Fazendo Campo Alto a 19 de março de 1918. Criou-se em São Paulo e, por algum tempo, residiu no Distrito Federal  [na época Rio de Janeiro], onde cursou o Ginásio Piedade, ingressando aos dezenove anos, na Escola de Aviação Militar (hoje Escola de Aeronáutica - [  A mudança de denominação, de Escola de Aeronáutica para Academia da Força Aérea seu deu no ano de 1969 e, em 1971 a AFA foi transferida para suas novas e modernas instalações em Pirassununga, Estado de São Paulo]), Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, de onde saiu em outubro de 1938. Diplomou-se mais tarde em taquigrafia, pela Escola Remington de São Paulo, realizando a seguir, o “Curso de Jornalismo”, da Associação Educacional de São Paulo, sob a orientação do Jornalista, prof. Vitorino Castelo Branco, da Associação Paulista de Imprensa. Foi repórter da Revista Paulista de Medicina, junto às reuniões e conferências da Associação Paulista de Medicina, tendo sido, anteriormente, secretário nos escritórios da General Electric S/A, Soc. Técnica Bremensis Ltda. E United Shoe Machinery do Brazil, respectivamente. Realizou, em São Paulo, alguns trabalhos de imprensa, publicando várias revistas de engenharia e arquitetura e, foi o autor do Álbum de Araraquara, editado em março de 1948, um trabalho de 156 páginas e 300 gravuras, ilustrando a vida e a história daquele progressista cidade. Militou na imprensa de Araraquara, colaborando para o jornal “O Imparcial” e na imprensa de Araras, para a “Tribuna do Povo”.   [apontamentos estes fazem parte de sua obra o  "Álbum de Araras", edição 1948.

2) Álbum  de Araraquara

3) Álbum de Rio Claro

4) Galeria Biográfica Paulista 




II) Esboço Autobiográfico 

1) autor escreve de si [alguns apontamentos foram acrescentados pela filha Inajá]

Escritor-Historiador nasceu na cidade de Araras, Estado de São Paulo – Brasil, em 19.03.1918 e falece em 08.05.2012, na cidade de São Carlos, interior paulista, onde residia  em companhia de sua filha a bibliotecária e escritora Inajá Martins de Almeida.

Casado com a ararense Dalila Salviato de Almeida é agraciado com o bem maior que é a constituição da família. A filha Inajá Martins de Almeida lhe concede o neto David que, a contrair matrimônio com Patrícia, traz a luz a bisneta Rafaela. O filho Itabajara Martins de Almeida e a esposa Ivani,  o neto Alexandre e as bisnetas Ana Clara e Ana Elisa; a neta Juliana com os bisnetos João Victor, Sofia e Ana Júlia. 
Durante muitos anos, como Historiador,  participou de extensa atividade de produção e editoração. Escreveu e publicou documentários históricos, assim como personagens que construíram a grandeza de nossa nação. Retratou a história do futebol em suas mais variadas nuances, num vastíssimo conteúdo em palavras e páginas. O roteiro do Zebu também fizera parte de seu caráter investigativo e realizador. Escreveu para inúmeros jornais e revistas e manteve sua própria revista. Apresentou projetos de retificação dos Brasões de  Araras  Porto Ferreira. Realizou inúmeras exposições históricas, biográficas e culturais nas cidades de Araras, Porto Ferreira e Ribeirão Preto.

Recebeu, pela Prefeitura Municipal de Araras, Certificado e Diploma de Honra ao Mérito. Fora eleito “Membro Titular” do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e também fora condecorado pelo Instituo Genealógico Brasileiro, com o “Colar Grã-Cruz de João Ramalho. Deixou – ainda inédita – vasta obra sobre Getúlio Vargas e este Álbum das Bandas – agora entregue ao município de Araras e a Nação Brasileira como num todo, através das organizadoras e co-autoras Inajá Martins de Almeida e Matilde Ap.Salviato Viganó. 

Em 1978 fora eleito “Membro Titular” do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). No mesmo ano, pelo Instituto Genealógico Brasileiro recebe o “Colar Grã-Cruz de João Ramalho”.

Em 1977, pela Prefeitura Municipal de Araras, da qual fora Assessor de Imprensa e Chefe da Casa de Cultura, recebe o Certificado “Diploma de Honra ao Mérito”.

Escreveu e publicou:
  •  Documentários Históricos dos municípios paulistas de: Araras, Araraquara, Rio Claro e São Caetano do Sul.
  • Na capital paulista (em parceria com JAN KORYBUTO MORONIESCK) edita a obra: “Eles construíram a grandeza de São Paulo” a qual faz parte do acervo da Secção de Obras Raras da Biblioteca “Mário de Andrade”/ SP
  •  “História do FUTEBOL PAULISTA (FPF)” – 800 páginas
  •  Retratos da antiga Araras, com Separata da Revista do Arquivo da Prefeitura de São Paulo
  • Bairros de Ribeirão Preto – SP
  • Jardinópolis – SP e Sertãozinho – SP
  •  “O Zebu no roteiro do Anhanguera” (ABCZ, Uberaba – MG)
  • “História de São Paulo antigo em Letras e Imagens”, Museu de Ribeirão Preto - SP
JORNAIS – Escreveu para:
  • O Correio de São Carlos 
  • A Folha de São Carlos 
  • Tribuna do Povo - Araras 
  • O Ferreirense - Porto Ferreira 
  • Jornal Brasileiro de Cultura – SP
  • Jornal de Debates - SP
  • Redator do Jornal de Araras
BRASÕES HERÁLDICOS – 
  • Apresentou projetos de retificação dos Brasões de: Araras – SP e Porto Ferreira – SP
EXPOSIÇÕES: Realizou várias Exposições Ilustradas sobre:
  • “Cidades Brasileiras”
  • “Museus Internacionais”
  • ”Artistas Plástico”,
EXPOSIÇÕES HISTÓRICAS: 
  • “O brasileiro Alberto Santos Dumont”, dentre outras.
Terminando atualmente sua extensa obra:
  • “A ERA GETULIANA”, com mais de 500 laudas para o prelo, sobre o tema do Título. (esta obra está datilografada ainda inédita em sua composição)
Foi agraciado por três Entidades Cívicas, com Diplomas Internacionais e por outras Nacionais.

2) o autor escreve de sua obra



III) Dados Biográficos sentimentais pela filha


"Os dados biográficos é que não posso arranjar..."

Não pude me furtar a esta declaração. Quedei-me a ela. Passei a observá-la. Interpretá-la. Tomá-la para minhas lembranças. Para meus retalhos.


Era Graciliano Ramos, autor de Caetes, Angústia, Vidas Secas, dentre outra, ao se referir aos "dados biográficos"

Cegou-me Guimarães Rosa a dizer, todavia,  que "o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando". (*)

Sim, as pessoas estão sempre mudando: de comportamento, de hábitos, de casa.

Há tempo eu solicitava de meu pai sua própria auto biografia. Dizia-me, então, não ter vida que importasse tal.

A partir desse momento, atônita, passei a olhar suas obras. Conteúdo histórico gigantesco. Pesquisa avassaladora. Quedei-me ante a retórica, embora acatasse sua vontade naquele instante. 

A mão já lhe dava sinais dos anos. Trêmulas as letras não mais lhe correspondiam, mas escrevia seus apontamentos. Turvava-lhe  a visão. Mas a memória ainda ativa. O cérebro trabalhava como um jovem trintão, naquele corpo quase centenário.

O desenlace fora inevitável - 08 de maio de 2012. Aos 94 anos entrega-se a sua última obra. Algumas inacabadas, avolumam-se no armário a espera da edição. Originais datilografados, que a esta coube como herança.

Ali iniciava nova jornada. Aquela que só ele poderia empreender. Sem dúvida novas histórias o aguardariam.

Sereno. Sóbrio. No esquife detinha a majestade que sempre lhe fora outorgada - no trajar, no falar, no calar.

O terno aprumado. Barba bem feita. Cabelo penteado. Rosto sereno, como sereno aquele que se despede, ante a casa em ordem. O dever cumprido. Dois filhos. Netos - três. Bisnetos - cinco. Uma nora que o acompanhara toda vida.

Vi meu pai inerte. Flores brancas. Mãos entrelaçadas - poucos sinais de senilidade. Rosto que não lhe traia os anos. Pele rosada. Rugas poucas.

No semblante o sorriso como a vislumbrar a esposa amada, companheira por longos sessenta e cinco anos, aguardando-o na chegada.

Momentos furtivos. Minha mente divagou. Vivenciei nossa vida. "A morte é para os que morrem". (*)Vinham-me nítida as linhas.

Há pouco nossas mãos unidas, quentes, buscavam-se, acariciavam-se, apertavam-se em despedida inevitável. Era o leito de hospital, do qual tinha plena convicção de que não sairia. O regresso a casa era-lhe distante.

Resplandecia-lhe o lar vindouro. Talvez o pudesse antever em suas imaginações. Em seus devaneios noturnos, a que fora acometido.

Conhecia a dificuldade. O dizer-me adeus. Mas, pude acalmar-lhes os ânimos: - entregue-se em paz; ficarei bem.

Difícil me fora. Claro. Anos de convivência. Anos de convergência. Anos de pontos de vista compartilhados - quantos até em rompantes e acaloradas trocas de ideias, nem sempre concordantes.

Ah! Meu pai. Quanto poder quisera biografá-lo. Mas difícil falar de um pai a quem se amou e se ama tanto. A um pai que sempre me fora orgulho maior, ainda que jamais pudera assim me expressar. Escondia no peito. A reserva gritava - insensata reserva de não querer e não poder se abrir. Ah! Tempos outros.

Mas aqui estou. E fora Graciliano Ramos que me tornara mais presente o que imagino poder passar às linhas. Este é apenas um pequeno ensaio. Rascunho que aguarda por novas linhas. 

Imagino que a "vida devia de ser como sala do teatro, cada um inteiro fazendo com forte gosto seu papel, desempenho", porque ... "o real não está no início nem no fim, ele se mostra pra gente é no meio da travessia"... (*)

E como foram boas nossas travessias. Lembranças quantas as tenho. Quantas me remetem a saudade longínqua. O embalo terno em seu ombro amigo. A mão que me acolhia. Que ensinava a compor as primeiras letras. Não só minha mãe presente, mas meu pai a compartilhar, a dividir tarefas.

A linha do tempo, busca seu tempo. A linha do tempo encontra tempo. A linha do tempo se perde no tempo entre os retalhos de lembranças tantas. 


ET:- Embora me fora inspiração Graciliano Ramos, tecer chuleados pude fazê-los com os retalhos de palavras de João Guimarães Rosa. Interessante...

apontamentos de Inajá Martins de Almeida 


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(*) frases do livro Grande Sertões: Vereda de João Guimarães Rosa em Leituras do Giba (30/10/2013)

http://leiturasdogiba.blogspot.com.br/2009/04/42-frases-de-grande-sertao-veredas.html

interpretação do livro
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/grande-sertao-veredas-analise-obra-guimaraes-rosa-700305.shtml


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IV) Atividade Histórico/Literária - cronologia

Neste tópico procuramos organizar e compor o que pudemos de sua vasta produção editorial, quer em livros, monografias, artigos em jornais e revistas. A internet valeu como veículo informacional, muito embora, dado a dificuldade e distância do material, quanto se perdeu. Assim é que procuramos ser leais na pesquisa exaustiva a que nos empenhamos e continuamos a dedicar momentos "ociosos", como o historiador - meu pai - incansavelmente se empenhou. Não há dúvida de que me legou essa veia inquiridora de trabalho prazeroso.
  


  • 1946 - E.CORRÊA DA COSTA JR. 






Edição única sobre a arquitetura de Santos, em fotos. Prédios, casas suntuosas. Eram os idos de 1946.  












  • 1948 - ÁLBUM DE ARARAS



Salvador Baggio Jr., Nelson Martins de Almeida, Arnando Russo e Américo Venâncio Padula - Usina Palmeiras - cidade de Araras/SP - 1949 - [foto do arquivo particular do prof. Wenilton Daltro - captura, tratamento imagem e postagem: Inajá Martins de Almeida - foto enviada via facebook - São Carlos - 20/3/2013]


Interessante ressaltar:


  • 02.02.1949 - A imprensa noticia. É editado e lançado ao público, o ÁLBUM DE ARARAS - o mais completo documentário realizado até a presente data. Idealizado e redatado por Nelson Martins de Almeida - das presentes notas - teve a colaboração do dr. Oscar Ulson, com seus "Subsídios à História de Araras", de Maximiliano Baruto, com o "Panorama de Araras Industrial".  Na parte gráfica colaboraram, sob a direção de Albino Cressoni, o Estabelecimento Gráfico Odeon, que realizou toda a composição, impressão e montagem da Obra; Clicheria Universal, que executou a parte ilustrativa; Benedito Antonio Rosa, que procedeu a parte fotográfica e Nello Lorenzon que teve a concepção do desenho alegórico do frontispício. O obra, arrojada para a época extremamente difícil, exigiu sacrifício e ínfima compensação material ao seu autor, mas serviu para dar a Araras, o seu repositório histórico. 


Referência da Câmara Municipal ao "Album de Araras" - 1950


  • "A quem possa interessar". - Como Presidente da Câmara Municipal de Araras, declaro a quem a presente declaração interessar, que o sr. Nelson Martins de Almeida, jornalista filiado à Associação Paulista de Imprensa, e nosso conterrâneo, executou nesta cidade, o "Álbum de Araras", obra de real importância e interesse para o nosso município. A execução da referida obra excedeu às nossas melhores expectativas pela abundância de sua matéria redatorial e profusa ilustração. 'Album de Araras", cuja redação esteve a cargo do referido senhor, veio a enriquecer o patrimônio de nosso município, pelo alto cunho de divulgação que representa e, eu, Américo Victoria Padula, em meu nome e no da Câmara Municipal de Araras, congratulo-me com o sr. Nelson Martins de Almeida, pela maneira honesta e criteriosa com que foi feito esse trabalho, sendo digno, portanto de minhas melhores r e comendações como pessoa de capacidade e confiança. - Araras 26 de setembro de 1950 - (a) Américo V.Padula - Presidente da Câmara Municipal de Araras.


NOTA: - Digitalização Álbum de Araras
  • 24.03.2017 – Quando Araras completava 146 anos de emancipação político administrativa, a prefeitura de Araras, na atual gestão Pedro Eliseu Filho,   disponibilizava a obra do Historiador Nelson Martins de Almeida – Álbum de Araras, edição 1948. Acervo reunido e digitalizado pelos professores e historiadores Roanita Franco Bergamin e Rangel Conejo. 
  • Prefeitura disponibiliza Livro Histórico para consulta e download em seu site –  Hoje, [24/03/2017] quando Araras completa 146 anos de emancipação politico administrativa, quem ganha o presente é você, cidadão ararense. Estamos disponibilizando online, no site da prefeitura de Araras (www.araras.sp.gov.br), o livro Álbum de Araras, que retrata toda a trajetória daqueles que ajudaram a desenvolver a nossa cidade encantamento. O presidente da Câmara Municipal de Araras, Pedro Eliseu Sobrinho, presenteou seu filho, atual prefeito Pedrinho Eliseu, com esse valioso e raro livro, documento histórico da cidade de Araras.___http://araras.sp.gov.br/noticias/18639 - consulta em 23/04/2017


  • 1948 - ÁLBUM DE ARARAQUARA 
"Tu não és o berço em que nasci!  
Estudei, porém, a tua história e assim te vi nascer!...

Era assim que o Historiador Nelson Martins de Almeida declinava breves palavras sobre a história que estava prestes a adentrar... E o Álbum de Araraquara - edição 1948 torna-se realidade e alcança a modernidade, em sua antiguidade...  Incansável historiador dos municípios aqui perpetua-se na História.   





A elaboração de um trabalho dessa natureza, geralmente denominado “álbum” ou “almanaque”, que era muito comum no passado ( muito embora Araraquara só tenha editado dois, este e aquele de 1.915) objetivava traçar um retrato do momento de sua edição, no que diz respeito às autoridades constituídas, vida política, produção rural, comercial e industrial. Era comum também reviver a história, publicar crônicas, poemas, acrósticos, refletindo a evolução cultural. Este álbum de 1.948 não foge à regra e, assim, apresenta um quadro bastante completo e favorável dessa Araraquara de meados do século XX.    

AUTOR: Nelson Martins de Almeida , redator-produtor do “Álbum de Araraquara”, edição de 1.948, nasceu a 19 de março de 1918, em Araras-SP, na Fazenda Campo Alto, sendo criado em S.Paulo, onde estudou comércio, publicidade, taquigrafia e jornalismo. Aos 19 anos, prestou serviço militar na Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, saindo em outubro de 1938. Foi taquígrafo da Associação Paulista de Medicina e trabalhou em outras empresas. Organizou e publicou várias revistas de engenharia e arquitetura. Chegou a Araraquara em julho de 1.947, com plano de estudar e escrever o histórico da cidade.


NOTA: - Digitalização Álbum de Araraquara
  • 02.09.2016 – O Memorial da Câmara Municipal de Araraquara disponibiliza para pesquisa, no formato digital, o “Álbum de Araraquara 1948”, que foi organizado e editado por Nelson Martins de Almeida. A digitalização do álbum permite a busca textual, por palavra, na imagem do documento. – Silvia Gustavo. -    [ Câmara Municipal de Araraquara - http://www.camara-arq.sp.gov.br/site/index.php/album-de-araraquara-1948/ -  Consulta em 04.04.2017]

  • 1951 - ÁLBUM DE RIO CLARO




As surpresas que levam o pesquisador em seu exaustivo trabalho de garimpeiro das informações...
Aqui um jornal de 1951 registra o Jornalista - registrado na Associação Paulista de Imprensa, quando Diretor-Redator do Jornal Imprensa Acadêmica cidade de Rio Claro - datado de 25 de janeiro de 1951.
Na primeira página, o anúncio do Álbum de Rio Claro

"Trezentas belíssimas páginas de textos e ilustrações, documentarão a riqueza do patrimônio histórico e empreendimentos rioclarenses" .

E encabeça

Rio Claro possuirá este ano [1951], o seus mais Completo Documentário Histórico Ilustrativo de todos os tempos"










Referência ao exemplar da obra o Álbum de Rio Claro o qual se encontra na Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo conforme pesquisa em 04.04.2017 e fonte.

ÁLBUM DE RIO CLARO digitalizado 

https://aphrioclaro.sp.gov.br/wp-content/uploads/2022/10/APHRC_BRC_199_Album-de-Rio-Claro-1817-1951_Nelson-Martins-de-Almeida.pdf

  • 1952 - ISTO É SÃO CAETANO DO SUL 



Interessante ressaltar alguns apontamentos resgatados através da galáxia internet, para que as futuras gerações possam absorver o que nossos antepassados nos legaram. O material em brochura serve de parâmetro ao pesquisador José Roberto Gianello e que a gora transcrevemos:
Era 1952. Jornalista Nelson Martins de Almeida traçava um perfil histórico e atual do jovem município de São Caetano. Escrevia o jornalista e editor: “Surge este documentário no momento justo em que São Caetano atravessa, auspiciosamente, o seu terceiro ano de emancipação política e de instalação de sua Câmara Municipal.” ... E prossegue Vale a pena, jovens pesquisadores, localizarem este ensaio organizado por Nelson Martins de Almeida. Chama-se Isto é São Caetano, sob os auspícios da Prefeitura Municipal, indicado por José Roberto Gianello....(1)

Outra curiosidade que se registra neste documentário é que “Os depoimentos de vários filhos fundadores desta terra atestam que o entusiasmo pela música entre 1900 e 1915 era idêntico ao entusiasmo atual despertado pelo futebol.” Cf. Nelson Martins de Almeida, em Isto é São Caetano, 1952.






As bandas de São Caetano, também chamadas de corporações musicais – e como é prazeroso ouvir, nos dias presentes, que os antigos conjuntos de iê-iê-iê agora são chamados de bandas. Mas, cá entre nós, bandas mesmo são aquelas antigas, como esta – a Banda Musical Casa de Savoia –, que ilustra a 2ª Semana São Caetano/José Roberto Gianello, e cuja foto faz parte da brochura de 1952 que o jornalista Nelson Martins de Almeida editou. (2) ____________________
(2)        http://www.dgabc.com.br/Noticia/784122/uma-banda-chamada-casa-de-savoia       (cf consulta e pesquisa em 04.04.2017)


  • 1953 - RETRATOS ARARAS ANTIGA




1953 – Retratos de Araras Antiga e Municipalidades Paulistas : “Piraçununga” e Araras - Publicações em separata ao Álbum de Araras
28.07.1953 – A Tribuna do Povo insere em suas páginas o texto:

“Comunica-nos o jornalista Nelson Martins de Almeida que o Departamento de Cultura da  Prefeitura Municipal de São Paulo, dará à publicação no próximo mês de agosto, a anunciada revista de sua autoria RETRATOS DE ARARAS ANTIGA. 

Trata-se de uma revista que reunia 160 fotografias de Araras de outros tempos, numa reminiscência de seu passado histórico.

Este trabalho, será publicado pela Revista do Arquivo Municipal de São Paulo, numa gentileza de seu editor, Sr. Nuto Santana.
Araras, tem assim, a possibilidade de contar com mais uma obra de divulgação de seu patrimônio histórico. 

Editora: Separata da Revista do Arquivo - vol. CLIV

Esta publicação foi uma separata da “Revista do Arquivo” – vol CLIV, editada pelo Departamento de Cultura –Divisão do Arquivo Histórico. É um exemplar original, numerado a partir da página 30, sendo que a que seria a página 29 esta ilustrada pela foto da Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio. Segue, a partir da página 30, o item “Fundadores de Araras”, aparecendo a foto de Bento de Lacerda Guimarães ( Barão de Araras) , a narração de como a área do patrimônio veio parar em seu poder e do irmão José Lacerda Guimarães, a transcrição da Escritura de Constituição do Patrimônio, informações sobre a criação da Vila e da Comarca, a vinda da estrada de ferro, a construção da Matriz e a foto de José de Lacerda Guimarães ( Barão de Arari). Na sequência foi reproduzida em “fac-simile” a reportagem realizada pela “Revista da Semana”, do Rio de Janeiro, edição de julho de 1.902, sobre a realização da Feira das Árvores e da Feira de Araras, que marcou uma época, tendo tido várias edições até 1.938. Nessa edição foi feita ampla cobertura sobre a cidade, em seu aspecto urbano, rural e social. Em continuação, a publicação aborda edifícios antigos, logradouros públicos, como a Prefeitura, a Câmara, o Forum, a Praça Barão de Araras, Hospital São Luis, Asilo Santo Antonio, Grupo Escolar “Cel. Justiniano W. de Oliveira”, O Coreto, a Praça Dr. Luis Narciso Gomes, trecho de ruas, como a José Bonifácio, a rua Albino Cardoso, a rua Tiradentes, a rua Benjamin Constant, , a Praça General Carneiro. Dos edifícios particulares, , a Estação da Cia. Paulista, os prédios da Sociedade Italiana, a Farmácia Kuhlmann”, o Grande Hotel Central, a Casa Machadinho, a Casa Padula, a casa Zurita e a sede do Círculo Operário Ararense. Focaliza, a residência da família Ulson, a casa sede da fazenda Morro Alto, bem como, blocos carnavalescos, grupos fazendo “pic nic”, a Banda Carlos Gomes, a Éden Orquestra, a Banda de Música Montividéu, os Grupos de Arte Dramática, como o “21 de outubro”, “Os Amigos da Arte” . Interessantes são as fotos de duas monumentais toras de Jequitibá, com os diâmetros de 1,95 metros e 2.50 metros, a demonstrar a qualidade do solo de Araras. No item “Divisas e Topografia do Município de Araras”, o trabalho apresenta os dados geográficos, a planta cartográfica do município e da cidade e duas fotos das festas do bairro de Pirapora. Aparecem,ademais, a foto e uma poesia de Sebastião de Campos, os tipos excêntricos do panorama popular da Araras Antiga, como Jaime Rocha, Dito Flautista e Dito Gongo. Como encerramento, é prestada homenagem ao abolicionista Lourenço Dias.
__________________
Valioso texto, em  Plataforma Verri – consulta em 04.04.2017  
http:www.plataformaverri.com.br/index.php?bib=1&local=book&letter=A&idCity=23&idCategory=1&idBook=2133

  • 1953 - MUNICIPALIDADES PAULISTAS 


  • 1954 - ELES CONSTRUÍRAM A GRANDEZA DE SÃO PAULO
Interessante ressaltar a referência para pesquisa à obra que se pode encontrar na Biblioteca Municipal Mário de Andrade (SP)

ALMEIDA, N. MARTINS; Eles Construiram a Grandeza de São Paulo - in memeorian; 1a. Ed.,Ed.Soc.Brasileira de Expansão Comercial Ltda,SP,1954,V.1,318p
Biblioteca do Departamento do Patrimônio Histórico da Secretaria Municipal de Cultura do Município de São Paulo. 
Hemeroteca da Sessão de Documentação Jornalística do Departamento de Documentação e Informação da Câmara Municipal de São Paulo.
Sistema de Informação ao Cidadão da Biblioteca Municipal Mário de Andrade - 

  http://www.prodam.sp.gov.br/sitio/bib.htm - pesquisa em 04.04.2017





  • KORYBUT-WORONIECK, Jan. Eles construiram a grandeza de São Paulo (in memoriam). São Paulo: Sociedade Brasileira de Expansão Comercial, 1954. 317 p.


OBS:-
  • As informações foram encontradas através da internet. 
  • A obra fora editada em parceria Nelson Martins de Almeida e Jan Korybut-Woronieck
  • A obra pode ser consultada na Biblioteca Municipal Mário de Andrade - segundo informações encontradas nesta data 13\04\2013 por esta que escreve - Inajá Martins de Almeida  

  • 1954 - NÉCTAR 
Assuntos variados. Nelson Martins de Almeida, no editorial, figura como um dos redatores - São Paulo / 1954 

  • 1957 - ÁLBUM FUTEBOLÍSTICO DE SÃO PAULO


1957 – Álbum Futebolístico de São Paulo – o mais completo documentário histórico dos clubes esportivos do Estado de São Paulo.
Volumosa obra, com suas 800 páginas, sob redação e coordenação de Nelson Martins de Almeida, retrata o futebol paulista, cuja fonte de pesquisa se torna imprescindível a história do futebol. É nesse contexto que encontramos matéria no jornal Diário do Grande ABC edição do dia 26/06/2015 – internet pesquisa em 04.04.2017 o qual transcrevemos, por julgarmos de interesse para consulta e pesquisa em biografia:
Ademir Medici, assim se expressa:
E o assunto é futebol, graças a uma alma generosa e anônima que deixou na Redação do Diário um exemplar do Álbum Futebolístico de São Paulo, editado pela Federação Paulista de Futebol em 1957, com informações que vão até 1956.
A obra é vasta, tamanho gigante, com capas revestidas de madeira. Fartamente ilustrado, o álbum traz informações das equipes que disputavam as principais divisões de profissionais do Estado. Rei Pelé iniciava carreira no Santos mas, como menino reserva, nem aparece na foto do time principal.
Percebe-se o desconhecimento da obra, a qual recebeu tiragem reduzida. Em nossos arquivos conseguimos mantê-la.
E continua:  “... o registro da Associação São Bento é perpetuada graças aos autores do álbum: Thomaz Mazzoni (chamado Olimpicus), na supervisão; e Nelson Martins de Almeida, que cuidou da redação e da coordenação.

E é graças a Nelson Martins de Almeida que o futebol de São Caetano é brindado no álbum, não apenas com o seu time principal, a AA São Bento, mas com fotos, distintivos e esportistas de vários outros clubes da cidade... Os demais clubes do nascente ABC, futuro Grande ABC, não aparecem no álbum da FPF de 1957. Só São Caetano. E a explicação é simples: naquele tempo, Nelson Martins de Almeida foi contratado pelo município para organizar um livro sobre a administração pública. Tomou contato com a cidade. E registrou os seus principais clubes”. (Ademir Medici)

  • 1957 - CLUBES DO FUTEBOL PAULISTA - v.1


Álbum em capa dura, 300 páginas, ricamente ilustrado. Raro exemplar deste álbum que traz um amplo mapeamento dos clubes de futebol profissionais e amadores da capital paulista. Com a história de suas fundações desde o século XIX.
  • 1958 - NASCE UMA METRÓPOLE - participação  [ A evolução de São Paulo, no período Republicano]


  • 1959 - GALERIA BIOGRÁFICA PAULISTA - Monografia dos Municípios do Estado de São Paulo 


  • 1966 / 1968 - REVISTA DE ARARAS - 12 edições 

REVISTA DE ARARAS - Araras - 1966 / 1968 - doze edições


  • 1968 - ARARAS ADMINISTRAÇÃO Ivan Estevam Zurita


Publicação Prefeitura Municipal de Araras Assessoria de Imprensa - 1968
Coordenação e Redação de Nelson Martins de Almeida


  • 1975 - REVISTA DO REBANHO - edição única para a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) na cidade de Uberaba, Minas Gerais. 


  • 1976 – Posse no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo


  • 1977 – Diploma de Honra ao Mérito

Em 1977, pela Prefeitura Municipal de Araras, da qual fora Assessor de Imprensa e Chefe da Casa de Cultura, recebe o Certificado “Diploma de Honra ao Mérito”.


  • 1978 – Colar Grã-Cruz de João Ramalho
Em 1978 fora eleito “Membro Titular” do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo (IHGSP). No mesmo ano, pelo Instituto Genealógico Brasileiro recebe o “Colar Grã-Cruz de João Ramalho”.


  • 1980 - Medalha Cultural Olavo Bilac
Outorgada pela Sociedade Brasileira de Estudos Municipalistas.


  1. Vasto material é registrado no blog Historiador I - acompanhe:  https://nelsonmartinsdealmeida.blogspot.com.br/search/label/condecora%C3%A7%C3%B5es


  • 1983 – Exposição Cidades Turísticas



EXPOSIÇÃO DE ARARAS NO “O ESTADO” - 20.05.1983 - SUPLEMENTO TURISMO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO





O Suplemento de Turismo de O Estado foi tema de uma exposição histórica na Casa da Cultura do Município de Araras, na região de Campinas. Desde 1969, o historiador da cidade, Nelson Martins de Almeida, chefe da Casa da Cultura, coleciona todos os cadernos de Turismo do Estado, atualmente publicados nas edições de sexta-feira.


 “Considero essa publicação do Estado a mais completa em termos de turismo no País e com uma riqueza histórica bastante grande”, afirmou o historiador.


Martins de Almeida não sabe dizer quantos cadernos ele conseguiu guardar nesses treze anos – houve alguma perda, também – e que possibilitaram a formação de uma exposição de 230 painéis, com ais de 1.400 fotos e textos, apenas sobre as cidades brasileiras. ‘É uma verdadeira viagem pelo País”, afirmou ele entusiasmado com o sucesso da exposição, que em luma semana foi visitada por mais de quatro mil pessoas.



Quem visitou a exposição do Suplemente de Turismo, teve também UMA SURPRESA: ELA ESTAVA MONTADA NA SALA DO JÚRI DO ANTIGO FÓRUM DA CIDADE, HOJE SEDE DA Casa da Cultura, que está subordinada ao Departamento Municipal de Educação e Cultura. 


É um prédio em estilo medieval, construído em 1896 pelo arquiteto francês Victor du Bugras, onde até 1968 funcionou o Palácio da Justiça de Araras. O edifício ficou abandonado por mais de dez anos, embora tivesse sido tombado pelo CONDEPHAAT em 1977. Somente em 1981 foi iniciada a restauração do prédio, reinaugurado no início desse ano. Foram gastos 25 milhões de cruzeiros para preservar as características originais do edifício, cujas portas e estrutura interna são totalmente em pinho de riga. A restauração foi tão fiel que foram preservadas as duas solitárias e as três celas de presos, com portas e grades de ferro.

Os painéis montados em cartolinas brancas foram catalogados pelos números respectivos aos suplementos nos quais as matérias foram publicadas. Esse trabalho, quase artesanal, demorou cinco meses. Agora, Martins de Almeida pretende levar a exposição a outras cidades e já programou os Municípios vizinhos de Leme, Campinas e São Paulo. 

“O material apresentado transcende o contexto do município de Araras. Portanto, ele deve ser visto também em outras cidades”, justificou o historiador, que já está trabalhando na montagem de uma exposição semelhante, apenas com as cidades internacionais mostradas no mesmo período pelo suplemento do Estado. “A mostra internacional vai estar mais enriquecida porque na Europa, principalmente, as cidades são essencialmente históricas”, comentou. 

(Fonte: Jornal O Estado de São Paulo – 20.5.1983 – Suplemento Turismo).



  • 1983 - EXPOSIÇÃO DE ARTES PLÁSTICAS 





Nota: As informações aqui postadas fazem parte do material elaborado ao longo dos anos pelo historiador Nelson Martins de Almeida e que aos poucos vem sendo resgatado pela filha que escreve e registra Inajá Martins de Almeida. 

O esmero com que compunha seu trabalho, jamais fora sentido pela dificuldade dos recursos, muitas vezes improvisados, como o caso dos painéis em cartolina, confeccionados com recortes de jornais, fotos algumas, recursos caligráficos inúmeros, paixão que o acompanhou desde a infância. Canetas, tinteiros  e tinta nanquin sempre compunham sua mesa de trabalho. 

Qualquer canto podia ser improvisado à sua paixão. Não dispunha de sala própria, escritório ou o que valesse, porém, jamais se privou de horas dedicadas ao prazer máximo ao resgate da história. 






Conforme vinha sendo aguardada, realizou-se no dia 19 de março de 1983, ainauguração, no salão nobre da Casa da Cultura, o XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que, anualmente, reúne uma gama de artistas paulistas, na apresentação de trabalhos de pintura, escultura, desenho e gravura, promovendo um movimento artístico de alto nível em nosso meio social.



A mostra esteve representada por 187 profissionais e amadores da arte, que para aqui trouxeram 361 magníficos trabalhos, concorrendo aos vários prêmios ofertados pela Municipalidade, comércio, indústria e estabelecimentos de crédito de nossa cidade, como estímulo à difusão da arte em Araras.


A exposição é promovida pela Prefeitura Municipal de Araras, através de seu Departamento de Educação e Cultura, integrando a Comissão Organizadora, os srs. Angel Rojo Merino, como presidente, Antonio Michielim, Emílio Silvestre Wolff, Luiz Michielim Neto e Maria L.Costa Masseli. A Comissão Julgadora esteve integrada por renomados artistas plásticos de São Paulo sob a presidência de Galina Sheetikoff e a participação dos membros: André Terrazas Retola, Antonio Sérgio Migliaccio, Helene Galina Galenkamp e Inocêncio Borghesi, tendo como coordenador-geral o historiador Nelson Martins de Almeida, da Casa da Cultura.

A abertura dos trabalhos de inauguração foi precedida de grande número de visitantes, que compareceu às 19h30 de sábado, com destaque para a presença do exmo. sr. prefeito municipal, Dr. Milton Severino e esposa, a Primeira Dama Nivalda Batistella Severino, do vice-presidente da Câmara Municipal, Dr. Dorival Marcel Finardi e excelentíssima esposa e demais convidados.

Das 234 obras de arte expostas no XI Salão Ararense de Artes Plásticas, que ora se realiza com extensão até o dia 31 do corrente, 48 trabalhos foram premiados, entre eles dois com Medalha de Ouro – a pintura “Relíquias Ituanas”, de Alberto Thomazi, e o desenho “A Feira” de Humberto Savoya de Alencar. Foram, ainda, concedidas 6 medalhas de prata, 11 medalhas de bronze, 5 menções honrosas e 24 prêmios em dinheiro, oferecidos pelos estabelecimentos locais.

Os dois prêmios maiores, no valor de Cr$50.000,00 cada um, foram oferecidos pela Municipalidade de Araras e pela Nestlé, colaborando ainda para o maior brilhantismo da Exposição, as firmas: Estanífera Rodini, Banco Itaú, Lion Club, Laboratório Zurita, IPAR, Têxtil Simionato, Café Júnior, usina Santa Lucia, Fazenda Palmeiras, Corauto Automóveis, Indústria Colombini, Bebidas Orpinelli, BANESPA, Banco Nacional, Transporte Sopro Divino, Abatedouro Avícola Santa Cruz e Fazenda Santa Cruz.

O XI Salão ficará com suas portas abertas à visitação pública, diariamente das 9 às 21 horas, até o dia 31 do corrente, quando dar-se-á o seu encerramento. 

(Fonte: Jornal A Cidade – quinta-feira 24/3/1983)



  • 1990 / 1993 - EXPOSIÇÃO AERONÁUTICA SANTOS DUMONT - Porto Ferreira e Ribeirão Preto (entre final da década 1980 ...)


Todo o vasto acervo dessa exposição, fora entregue à guarda do Museu do Café Francisco Schmidt, por seu idealizador e autor Nelson Martins de Almeida, em 2004. Localizado na cidade de Ribeirão Preto, dentro do campus da USP abriga objetos que relatam o cotidiano vivido por imigrantes, escravos e barões, bem como a história do café. A biblioteca detém vasto acervo em livros.



  • 1991 e 1992 – Bairros de Ribeirão Preto

Edições em Libretos contendo fatos, curiosidades, históricos sobre os bairros de Ribeirão Preto publicação em 5 edições.


  • 1993 – Sertãozinho e Jardinópolis
Edições únicas apontando fatos e marcos históricos.


  • 1994 / 2000 – Exposições
O Museu do Café na cidade de Ribeirão Preto (foto) fora palco de algumas exposições, tais seguem:

  • “História de São Paulo antiga em Letras e Imagens”
  • “Cidades Brasileiras” – passeio turísticos pelas cidades
  •  “O Brasileiro Alberto Santos Dumont”
  • “Artistas Plástico – vasto acervo em gravuras sobre renomados pintores nacionais. 
Todo esse material fora doado ao Museu, por conta do interesse por este manifestado. 


  • 2004-2012 – Período entre leituras, revisão de obras, apontamentos.

  • 2012 – Encerra uma fase que fora profícua para a produção histórica entre municípios paulista. Deixa, ao partir, vastíssimo arquivo de efemérides da cidade de Araras, assim como volumosa obra – inédita para editoração - datilografada sobre o período Vargas.  

  • 2016 / 2017 – Álbuns Digitais
Gradativamente suas obras são configuradas em digital ao público pesquisador:

  •     Álbum de Araraquara em 02 de setembro de 2016 como segue:
“O Memorial da Câmara Municipal de Araraquara disponibiliza para pesquisa no formato digital o “Álbum de Araraquara 1948”, que foi organizado e editado por Nelson Martins de Almeida. A digitalização do algum permite a busca textual, por palavra, na imagem do documento”. Texto: Silvia Gustavo / Memorial da Câmara_________________

  •     Álbum de Araras, em 24 de março de 2017
Prefeitura disponibiliza Livro Histórico para consulta e download em seu site –   Hoje, [24/03/2017] quando Araras completa 146 anos de emancipação politico administrativa, quem ganha o presente é você, cidadão ararense. Estamos disponibilizando online, no site da prefeitura de Araras (www.araras.sp.gov.br), o livro Álbum de Araras, que retrata toda a trajetória daqueles que ajudaram a desenvolver a nossa cidade encantamento. O presidente da Câmara Municipal de Araras, Pedro Eliseu Sobrinho, presenteou seu filho, atual prefeito Pedrinho Eliseu, com esse valioso e raro livro, documento histórico da cidade de Araras. ______________
http://araras.sp.gov.br/noticias/18639 - consulta em 23/04/2017


  • 2017 – ”Álbum das Bandas de Araras: Documentário Histórico num período compreendido entre 1879/2015” 

Organizado e editado por Inajá Martins de Almeida (filha) e Matilde Ap.Salviato Viganó (sobrinha). A maior parte do documentário fora organizado pelo autor Nelson Martins de Almeida, que, por diversas vezes manifestou desejo por sua edição. A mesmo ocorreu anos após o início de seu trabalho 1977, quando da grande conquista nacional pela Corporação Musical Maestro Francisco Paulo Russo. O momento fora propício para as filhas, uma vez decorridos quarenta anos e momento em que a cidade vislumbrava grande festejo aos músicos remanescentes e à Corporação.  




  • 2019 - ÁLBUM DAS BANDAS DE ARARAS - LINHA DO TEMPO




22.03.2019 - Teatro Estadual de Araras "Maestro Francisco Paulo Russo"

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Nelson Martins de Almeida - Escritor-Historiador nasceu na cidade de Araras, Estado de São Paulo – Brasil, em 19.03.1918 e faleceu em 08.05.2012, na cidade de São Carlos, interior paulista, onde residia em companhia da filha.